30 agosto 2026

Luís Neves, porquê?

Fui admirador confesso do ex. Director Geral da Polícia Judiciária, quando este se encontrava no desempenho de tal cargo.

Agora que passou a ser político, os media, os ex-amigos, os inimigos, os que gostavam e os que o detestavam passaram a fazer-lhe um escrutínio cerrado, não lhe dando um palmo de descanso. Certo? Errado? O que é que isso interessa! O importante é ter sempre a consciência liberta de pesos, branquinha como o mais branco lençol. Se houver engulhos no percurso, quer sejam erros cometidos conscientemente ou não, o melhor é não enveredar pela carreira política.

Longe de mim julgar as atitudes e os procedimentos de Luís Neves. Não, isso fica para quem de direito. Mas a verdade é que já se levantaram muitos fantasmas no "antes" de Luís Neves. Tantos que bem estaria o dito cujo, se pusesse o seu lugar à disposição e deixasse, tranquilamente, que a verdade viesse ao de cima, como sempre acontece em tudo nas nossas vidas

Nepal - a tragédia...

 Aconteceu na passada 4ª. feira. O degelo de um glaciar fez com que toneladas de neve corressem montanha abaixo, arrastando consigo terra, pedras, vegetação e sabe-se lá que mais… Nesta louca correria de deslizamento desde os picos montanhosos até ao vale entre duas montanhas, sabe-se agora, que a velocidade daquela brutal corrente que tudo levou à sua frente, se deslocou a uma velocidade de 190 Kms/hora.

Arrasou aldeias inteiras, desfez casas e indústrias, levou no seu tresloucado caudal autocarros e veículos pesados como se folhas de papel fossem. Levou vidas. Levou sonhos. Levou famílias inteiras soterrando-as, fazendo com que este desastre se torne numa verdadeira tragédia humanitária.

Já foram recuperadas daquele mar de lama cerca de 800 corpos, havendo ainda mais de 3.000 desaparecidos. Quantos serão aqueles que para sempre desapareceram, sem que dos mesmos haja qualquer rasto?

O Nepal é um país pobre vivendo essencialmente de uma agricultura de subsistência e de algum turismo de natureza. O que acaba de sofrer tem como causa primordial as alterações climáticas, o que nos leva a pensar o seguinte: se um qualquer norte-americano ou europeu polui, em média, cerca de 27 vezes mais do que um nepalês, pergunta-se: quando um qualquer riquinho dos dois lados do Atlântico, tipo Príncipe Harry e sua mulher, ou o nosso Cristiano Ronaldo se deslocam pelo mundo a bordo dos seus jactos privados, não estarão a apressar estes cataclismos da natureza que cada vez mais, vão ceifando vidas de inocentes que nada fizeram para ter tais tragédias a bater-lhes à porta?

Pensemos nisto!