Aconteceu na passada 4ª. feira. O degelo de um glaciar fez com que toneladas de neve corressem montanha abaixo, arrastando consigo terra, pedras, vegetação e sabe-se lá que mais… Nesta louca correria de deslizamento desde os picos montanhosos até ao vale entre duas montanhas, sabe-se agora, que a velocidade daquela brutal corrente que tudo levou à sua frente, se deslocou a uma velocidade de 190 Kms/hora.
Arrasou aldeias inteiras, desfez casas e indústrias, levou no seu tresloucado caudal autocarros e veículos pesados como se folhas de papel fossem. Levou vidas. Levou sonhos. Levou famílias inteiras soterrando-as, fazendo com que este desastre se torne numa verdadeira tragédia humanitária.
Já foram recuperadas daquele mar de lama cerca de 800 corpos, havendo ainda mais de 3.000 desaparecidos. Quantos serão aqueles que para sempre desapareceram, sem que dos mesmos haja qualquer rasto?
O Nepal é um país pobre vivendo essencialmente de uma agricultura de subsistência e de algum turismo de natureza. O que acaba de sofrer tem como causa primordial as alterações climáticas, o que nos leva a pensar o seguinte: se um qualquer norte-americano ou europeu polui, em média, cerca de 27 vezes mais do que um nepalês, pergunta-se: quando um qualquer riquinho dos dois lados do Atlântico, tipo Príncipe Harry e sua mulher, ou o nosso Cristiano Ronaldo se deslocam pelo mundo a bordo dos seus jactos privados, não estarão a apressar estes cataclismos da natureza que cada vez mais, vão ceifando vidas de inocentes que nada fizeram para ter tais tragédias a bater-lhes à porta?
Pensemos nisto!