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24 agosto 2026

Agosto e os excessos em estrada...

Agosto é mês de férias. 

Agosto é mês de milhões de pessoas em movimento daqui para ali e dali para acolá. 

Agosto é ainda mês de reuniões familiares de todos aqueles que, em tempos, abandonaram esta terra para outras paragens em busca de uma vida melhor. Mas Agosto é também mês de exageros, de muitas tropelias, de atrocidades diversas e de algumas desgraças que vão marcar a ferro e fogo a vida dos que tenham o azar de encontrar o tipo errado à hora errada...

Agosto é mês de muito álcool na estrada, de manobras alucinadas praticadas por uma data de bêbados que ousaram sentar-se ao volante, depois de uma celebração bem regada.

Isto vem a propósito de nos 23 dias que o mês leva decorridos, já me terem acontecido alguns sustos que me deixaram lívido e a tremer miudinho por dentro, tal a enormidade das manobras de ultrapassagem, ou tentativa das mesmas, a que estive sujeito. Desde ser ultrapassado, em autoestrada, pela direita quando a dita faixa ia afunilar para um estreitamento de vias, sendo que tal estava assinalado verticalmente e no pavimento da via, até, também em autoestrada, entrar numa variante de saída seguida de duas curvas em S e limitação de velocidade de 60 e 40 Kms/h e ver um desalmado a ziguezaguear na minha traseira de uma forma anormal e enlouquecida, tentanto a todo o transe passar-me, ou por um lado ou pelo outro, quando só cabia um carro na faixa.

Anda uma data de loucos na estrada e, cada vez mais, torna-se um acto de pura sorte andar na estrada e conseguir chegar a casa sem que nada nos aconteça. Enfim, é Agosto, estamos invadidos por turistas e emigrantes o que aumenta substancialmente, o risco de circulação nas estradas deste nosso País. Esperemos ser bafejados pela fortuna!...


02 setembro 2024

Agosto de má memória

Foi-se embora o Agosto!

Nunca nos dias da minha vida me tinha sido tão penoso, o tão celebrado mês de Agosto.

Mês de férias, de viagens, de reencontros, de matar saudades, de pôr de Sol tardio, de dias grandes, muito luminosos, cheios de encantos mil, mês de Verão...

Pois, mesmo com todas as qualificações acima, o recém acabado mês de Agosto não teve, nem de perto nem de longe, metade do encantamento que, habitualmente, lhe atribuímos. Não! Foi tempo de ausências, foi tempo de perdas, foi tempo de dor e daquela lágrima furtiva, que nos escapa, escorreita, pelo rosto descolorido, sem brilho na tez... Agosto foi mês de atribulações, foi tempo de ansiedade e de uma inacabada e tão periclitante forma de viver. 

Setembro que ora começa vai levar às costas, ainda, alguma da muita mágoa que ficou lá atrás, embora subsista no horizonte alguma preocupação. Não obstante, muito se tenha já esvaído, resta ainda vida pela qual há que continuar o caminho. Oxalá nos conduza até ao cais pretendido.