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24 julho 2026

Exames, digitalização e algumas argoladas

Fernando Alexandre, Ministro da Educação deste País, a despeito de gozar da minha simpatia, pois acho que Portugal não teve melhor na função desde há duas ou três décadas, errou. Falhou rotundamente! E falhou, porque se atreveu a dar um passo maior que a perna.

Sabia-se desde o último ano que o processo de digitalização não estava testado o suficiente para poder ser implementado este ano, da forma que foi. Se no ano transacto, tal teste ocorreu apenas com os exames de Filosofia - 23.000 provas - e nem tudo correu bem, tentar este ano levar tudo a um final feliz com mais de 300.000 exames envolvidos, parece ter sido uma coisa pouco ponderada, mal avaliada...

Fernando Alexandre, entretanto e lamentavelmente, falou demais e, com tal faladura, errou uma vez mais ao deixar farpas aqui e ali. Ele, que gozava de uma imagem de uma certa postura, calma, ponderada e acisada, deveria ter-se remetido aos agradecimentos generalizados e ao silêncio...

Infelizmente, as notícias de todos os dias vão indicando novos problemas que persistem e cujo final não se vislumbra tão cedo. Arrancou a segunda fase e as coisas continuam complicadas, com demasiados erros ainda, por solucionar. Acompanhemos a situação e auguremos que as coisas possam terminar dentro de parâmetros de uma certa normalidade, que se deseja avidamente.

10 maio 2020

Alunos e Professores em risco!

A 18 de Maio, de amanhã a oito dias a Escola reabrirá para ter aulas presenciais. Serão só dois anos, o 11º. e o 12º. anos e terá em vista a feitura de exames nacionais para acesso ao ensino superior. Até aqui tudo bem, mas... e o resto?

O resto, são salas com espaço para possibilitar o que preconiza a lei, ou seja, o distanciamento físico de 2 metros entre as pessoas;
E o tamanho dos espaços físicos das nossas salas de aula permite isso?
E o desdobramento de cada turma, partindo do pressuposto, que as turmas em Portugal andam pelos 24/27 alunos?
E quantos professores serão precisos para todos estes desdobramentos?
E o pessoal auxiliar, os que existem vão chegar? Esqueçam, nem pensar!
E, para terminar, os nossos jovens alunos, vão ser todos assisados quanto baste, para cumprir com todas as regras que esta nova vida nos impõe? 

Quem pensa a Escola neste País, infelizmente, pensa mal, sabe pouco sobre o tema, no que ao terreno diz respeito. Era bom, que saíssem dos seus gabinetes e viessem para os corredores de uma qualquer escola secundária da nossa terra. Para sentir o pulso, para auscultar a realidade, para ficar por dentro, para evitar o desvario de medidas que só mostram a mediocridade de que são feitos.