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30 agosto 2026

Nepal - a tragédia...

 Aconteceu na passada 4ª. feira. O degelo de um glaciar fez com que toneladas de neve corressem montanha abaixo, arrastando consigo terra, pedras, vegetação e sabe-se lá que mais… Nesta louca correria de deslizamento desde os picos montanhosos até ao vale entre duas montanhas, sabe-se agora, que a velocidade daquela brutal corrente que tudo levou à sua frente, se deslocou a uma velocidade de 190 Kms/hora.

Arrasou aldeias inteiras, desfez casas e indústrias, levou no seu tresloucado caudal autocarros e veículos pesados como se folhas de papel fossem. Levou vidas. Levou sonhos. Levou famílias inteiras soterrando-as, fazendo com que este desastre se torne numa verdadeira tragédia humanitária.

Já foram recuperadas daquele mar de lama cerca de 800 corpos, havendo ainda mais de 3.000 desaparecidos. Quantos serão aqueles que para sempre desapareceram, sem que dos mesmos haja qualquer rasto?

O Nepal é um país pobre vivendo essencialmente de uma agricultura de subsistência e de algum turismo de natureza. O que acaba de sofrer tem como causa primordial as alterações climáticas, o que nos leva a pensar o seguinte: se um qualquer norte-americano ou europeu polui, em média, cerca de 27 vezes mais do que um nepalês, pergunta-se: quando um qualquer riquinho dos dois lados do Atlântico, tipo Príncipe Harry e sua mulher, ou o nosso Cristiano Ronaldo se deslocam pelo mundo a bordo dos seus jactos privados, não estarão a apressar estes cataclismos da natureza que cada vez mais, vão ceifando vidas de inocentes que nada fizeram para ter tais tragédias a bater-lhes à porta?

Pensemos nisto!

08 junho 2023

Barragem de Kakhovka - o ecocídio!

São 37 vilas e cidades na região de Kherson que se encontram total ou parcialmente inundadas... São centenas de milhar de pessoas que sofrem na pele a devastação medonha de uma tal catástrofe. Perderam as suas casas, estão sem eira nem beira atiradas para a miséria. Já se perderam vidas humanas que mais não voltam, e outras mais hão-de vir a perder-se por insuficiências ou falta de abrigo e de alimentos para que se mantenham vivos.

Os prejuízos são incalculáveis, as vidas destroçadas são mais que muitas, os ecosistemas que a barragem alimentava estão destruídos, a matança de peixes é aos milhões, tudo, enfim, é de uma enormidade tal que se assemelha a uma qualquer tragédia bíblica que todos julgávamos tinham ficado bem lá para trás.

Como se não bastasse todo este cenário dantesco, eis que as águas desta enormíssima barragem alimentavam um lago absolutamente essencial para a refrigeração dos reactores nucleares de Central de Zaporizhia, que devido a este atroz desenlace começou a baixar, estando já abaixo da quota normal para proceder à dita refrigeração. Como se não bastasse tudo o que está a montante deste fatídico acontecimento, ainda poderá sobrar a jusante um outro desastre de proporções incalculáveis para a Humanidade, se os reactores da central nuclear entrarem em sobreaquecimento...

Enfim, o Homem sempre foi e continua a ser, o animal mais perigoso, mais mortífero, mais letal para o seu semelhante, quando decide pôr ao serviço do colectivo toda a malignidade, todo o veneno, toda a perfídia de que alguns de nós somos feitos.