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24 julho 2026

Exames, digitalização e algumas argoladas

Fernando Alexandre, Ministro da Educação deste País, a despeito de gozar da minha simpatia, pois acho que Portugal não teve melhor na função desde há duas ou três décadas, errou. Falhou rotundamente! E falhou, porque se atreveu a dar um passo maior que a perna.

Sabia-se desde o último ano que o processo de digitalização não estava testado o suficiente para poder ser implementado este ano, da forma que foi. Se no ano transacto, tal teste ocorreu apenas com os exames de Filosofia - 23.000 provas - e nem tudo correu bem, tentar este ano levar tudo a um final feliz com mais de 300.000 exames envolvidos, parece ter sido uma coisa pouco ponderada, mal avaliada...

Fernando Alexandre, entretanto e lamentavelmente, falou demais e, com tal faladura, errou uma vez mais ao deixar farpas aqui e ali. Ele, que gozava de uma imagem de uma certa postura, calma, ponderada e acisada, deveria ter-se remetido aos agradecimentos generalizados e ao silêncio...

Infelizmente, as notícias de todos os dias vão indicando novos problemas que persistem e cujo final não se vislumbra tão cedo. Arrancou a segunda fase e as coisas continuam complicadas, com demasiados erros ainda, por solucionar. Acompanhemos a situação e auguremos que as coisas possam terminar dentro de parâmetros de uma certa normalidade, que se deseja avidamente.