Em França, Espanha, Itália, Albânia, Estónia grassam o caos, a desordem e a violência. Em França e na Albânia, para além do cenário descrito, ainda existem, o roubo, a pilhagem, o pegar fogo a carros, a lojas, a destruição e o vandalismo sobre monumentos, enfim, um clima de guerra instalado que mais se assemelha a épocas já vividas no passado como o terrível Maio de 1968.
Por cá, vivemos tempos bem conturbados. Muita contestação, muitos cartazes reivindicando melhores condições de vida, muita manifestação em várias cidades da nossa terra, com predominância em Lisboa e no Porto. Muita palavra de ordem, algumas frases feitas e muita determinação numa luta que, neste momento, está bem desigual entre senhorios e inquilinos, com o Governo a querer aprovar nova legislação sobre as rendas que muito penalizará os já bem fragilizados inquilinos.
Da contestação do direito inalienável à manifestação, à montagem de tendas em espaço público foi só um pequeno passo. Ora, se a primeira é permitida por lei, a segunda não é admitida, o que veio a dar azo às primeiras questiúnculas entre manifestantes e forças policiais destacadas nos locais das mesmas. Palavra puxa palavra, desobediência às ordens dadas pela P.S.P., para que as tendas não fossem montadas, e eis que estamos chegados ao cenário não desejável da intervenção policial para se fazer obedecer.
Não adianta vir agora com razão deste lado ou daquele. O importante é que, perante a lei vigente, a montagem de tendas em espaço público é proibida por lei e, como tal, se a polícia pede a sua desmontagem, nada mais há a fazer que não seja obedecer. Se desejamos manter tais procedimentos, há que começar por conseguir que na casa da Democracia tal lei seja alterada, ou, quando muito, reformulada. Até lá, estamos numa "guerrilha" incompreensível, tendo como testemunhas os Deputados e Governo da Nação, que mais não têm feito senão assobiar para o lado, que é como quem diz: pegam-se uns com os outros, mas resultados práticos, nem vê-los!...
Está na hora, senhores do poder eleitos por todos nós. Entendam-se de uma vez: Conversem, discutam, argumentem e deitem mãos à obra. Proibam os fundos imobiliários internacionais de comprarem ruas inteiras nas maiores cidades do nosso país; façam-nos pagar a mesma carga de impostos sobre os imóveis que nos debitam a todos nós. Eles pagam 10% e nós 28%, mas por quê, meu Deus? é só para captar capitais estrangeiros, então e nós que cá nascemos, vivemos e trabalhamos? e o "alojamento local", essa miséria que está a expulsar gente às centenas de milhares para fora das suas terras, das terras onde nasceram e onde sempre viveram. Agarrem nesta matéria e trabalhem seriamente em prol do povo que vos elegeu e vos alimenta. Se tal não acontecer, não passais de meros vampiros que nos estais a beber o sangue. A verificar-se, ide-vos daqui de uma vez por todas!!!