Sócrates alegou que o senhor deputado do 'BE' estava equivocado, que não era assim.
Ficamos todos sem saber, preto no branco, como é que era, afinal.
Os debates televisivos entre os líderes partidários estão a acontecer. Confesso ainda não vi nenhum de fio a pavio.
Não se diz!
"Corpo chupado e pontiagudo..."
No primeiro semestre do ano corrente os portugueses mandaram muitos milhões de euros (seis mil milhões!) para paraísos fiscais, os tão famosos "Off-shores". O dinheiro assim "desviado" do fisco português e dos impostos que todos deveríamos pagar, gerando, portanto, maior riqueza para distribuir por quem trabalha, voou dos cofres da nossa banca.
Dois dias após a derrocada da arriba no Algarve e da constatação triste das cinco vítimas mortais, acabo de ver no Jornal televisivo das 13h que passa na SIC, várias entrevistas feitas hoje em tempo real.
Casais com filhos, mães a alimentar os filhos, gente nova, de meia idade e gente menos jovem, afinam todos pelo mesmo diapasão, apesar do sucedido e de se encontrarem debaixo de uma qualquer outra arriba, que pode ruir a qualquer momento e que se encontra assinalada com um sinal de perigo, alertando para o risco em que se incorre.
As opiniões colhidas pelo repórter são hilariantes/arrepiantes:
- "Não, não tenho medo". Só porque aconteceu uma desgraça há dois dias, não quer dizer que volte a acontecer hoje". (mãe a alimentar o filho pequeno).
- "Medo? Não, porque deveria tê-lo? Parece-me que a rocha sob cuja sombra me encontro, não ameaça ruir". (homem com mulher e filho ao lado).
A despeito do aspecto algo ameaçador (e lindo, sem dúvida!) e da placa sinalizando perigo e cravada no sopé da arriba, os portugueses continuam a viver "à sombra" da famosa máxima: "estas coisas só acontecem aos outros!" Só que, por vezes, também a nós a desgraça entra pela porta adentro...
A boa prática médica foca-se na "prevenção" da doença. Antes de se entrar no processo "curativo", faz-se afanosamente, a prevenção.
Senhor perdoai-lhes, eles foram (quase) todos de férias!
Uma imagem bonita para dulcificar tanta asneira...
Para que não choremos mais lágrimas...
Estou a perder a fé!

A visão do fenómeno acima é um momento raro na vida de todos e de cada um de nós. Para a maioria, não voltará a repetir-se defronte dos nossos olhos, no tempo útil que tivermos de vida.De qualquer modo, a visão deste e de tantos outros detalhes do mundo à nossa volta, são uma riqueza sem paralelo, só possível enquanto tivermos vida a pulsar em nós e, concomitantemente, enquanto pudermos ver, olhar, mirar. "Comer" com os olhos, "afagar" com uma olhada, "beber" na mirada, "gritar" com a dureza do olhar, amansar, adocicar, beijar e amar, tudo isso, só com...um olhar!
No caso das seis pessoas que se encontram quase ou praticamente cegas, tratadas (?) no Santa Maria, vem o 'Infarmed' dizer ter detectado graves 'não conformidades críticas' no tratamento e dispensa dos produtos farmaceuticos da respectiva farmácia hospitalar.
Em contra ciclo, a bastonária do 'Ordem dos Farmaceuticos', diz que nada de grave se detectou e, em comunicado, aconselha o hospital a rever alguns procedimentos e a "olhar melhor" por esta classe profissional.
Em que ficamos, onde está a razão e a verdade?!
Apurem-se responsabilidades de uma vez por todas!
Ponham-se os "nomes aos bois", que é como quem diz: Senhores do Infarmed, por favor, sejam rigorosos, precisos, pragmáticos e digam a toda a gente o que são as "não conformidades críticas", apontando o dedo a quem dever ser apontado. Sem medos, sem falsos pudores, sem peias!
Há pouco tempo, foi mostrado em televisão a destruição pura e simples de 16.000 armas entregues por gente que as detinha ilegalmente, ou apreendidas a gangs de malfeitores, potenciais criminosos de "barra pesada".
O preto já não é preto. O mesmo se passa com o branco; também já não é branco.
Os políticos são o que são. Os representantes de grandes grupos financeiros, de corporações poderosas, actuam como se vê e não interessa falar mais deles e, entretanto, há portugueses em risco de cegueira, há portugueses pobres e há portugueses no desemprego. Muitos. Demais!!!